NOVA ESCOLA DE SAMBA- ENTREVISTA

ENTREVISTA COM OS RESPONSAVEIS PELA NOVA ESCOLA DE SAMBA DE ESTARREJA
Agradeço desde já pela sua disponibilidade e amabilidade em colaborar para esta pequena conversa sobre aquilo que amamos- O SAMBA-

- Nomes e idades ?
Álvaro (42 anos) e Carlos Gomes (36 anos)

- Quando se iniciaram nestas andanças do samba ?
Em 1988

- Qual o seu trajecto como sambista ?
Sócios fundadores do Grupo de Samba “Os Morenos”. O Álvaro foi Presidente da Escola em 3 mandatos. O Carlos foi Carnavalesco da Escola desde 1995 até 2008. Participação em vários projectos na cidade de Estarreja, nomeadamente “Mico-Leão” e “Samba Splash”.

- Como nasceu este projecto para uma nova escola de samba ?
Após saída da Escola onde permanecemos mais de 20 anos, um grupo grande de amigos decidiu que era altura de voltar a fazer Carnaval. Estavamos “fartos” de bancada...

- Como se irá chamar a Escola de Samba ? Quais as suas cores ?
Grupo Samba TRIBAL, Associação Recreativa e Cultural; cores: Vermelho e Branco.

- Já tem logotipo que possa ser divulgado ?
Sim. Vai em anexo.


- No primeiro ano que prespectivas tem a escola para o primeiro Carnaval sabendo do elevado nivel a que se encontra já o Carnaval de Estarreja ?
Uma participação digna, condizente com a larga experiência patenteada pela maioria dos elementos integrantes da escola, e acumulada durante anos , muitos deles como campeões do Carnaval de Estarreja! Porém, temos consciência que “o primeiro ano” é sempre uma luta!

- Que evoluções desejava ver acontecer no Carnaval de Estarreja ?
Desejaríamos que o Carnaval de Estarreja continuasse com um crescimento sustentado, que fosse cada vez mais conhecido um pouco pelo país e, o sonho seria ter uma avenida como o “Sambódromo” para desfilar!

- Vão ter no vosso projecto algumas inovações que veja como necessarias nas escolas de samba ? Sim, mas o segredo é a base do sucesso!

- Já está definida a vossa equipe tecnica ( interpretes, cavaquinista, director de bateria ... ) para iniciar os trabalhos ? Se estiver pode divulgar se quiser.
Neste momento, a equipa encontra-se em formação, estando os perfis de cada um desses elementos muito bem definidos.

- Já tem data oficial de fundação da vossa escola ?
21 de Abril de 2011

- Como vê o actual panorama das escolas de samba em Portugal ?
Nas últimas duas décadas, temos assistido a um crescimento fantástico, em termos de quantidade e qualidade das escolas de samba um pouco por todo o país. A nossa realidade é bastante diferente da do Brasil, no entanto, o trabalho apresentado nos diferentes desfiles, tem-se revelado de uma qualidade excelente.

- E em Estarreja ?
Estarreja tornou-se uma referência a nível de Escolas de Samba, em nada ficando a dever a Carnavais de nome mais propagandeado.

- O que mais o tem impressionado e o que mais o tem desagradado no samba em Portugal e nos seus Carnavais ?
O que mais nos tem impressionado pela positiva é, sem dúvida, a qualidade do trabalho artesanal desenvolvido pelas várias escolas. Pela negativa, uma competição por vezes desmedida, ultrapassando os limites do bom senso e que em nada contribui para a preservação do bom nome das escolas e/ou associações em causa.

- Quer deixar algum recado aos sambistas de Portugal e até aos futuros integrantes da sua nova escola ?
O recado está no lema da nossa escola: “A minha Identidade”. Tudo vamos fazer para marcar uma identidade forte, baseada no respeito, na amizade e no trabalho sério e empenhado, para que daí resulte êxito neste que é o “maior espectáculo do mundo”!!!

Mais uma vez obrigado por me ter dado a possibilidade de estar divulgando mais uma escola de samba em Portugal onde mais de uma centena de pessoas que de uma forma saudavel irão conviver umas com as outras.

Saudações sambistas

NOVA ENTREVISTA

ENTREVISTA CONJUNTA COM A PRESIDENTE DO GRES SAMBA NO PÉ- MEALHADA
FÁTIMA BATISTA E
VALTER OLIVEIRA
DIRECTOR DE BATERIA

- Nome e idade?

Valter Oliveira 25 anos

- Como foi o seu início nestas andanças pelo samba?

O primeiro contacto com o samba foi desde muito novo, tinha 6 anos, mesmo assim passados dois anos já tinha uma pequena noção de como funcionava uma bateria de uma escola de samba.

- Qual o seu trajecto como sambista ?

O meu trajecto como sambista e simples é com muita vontade de melhorar e ajudar as escolas por onde passei. Ingressei na escola de samba Juventude de

Paqueta e estou á 5 anos na escola de samba Samba no Pé.


- Como tem sido a história da vossa escola até aos dias de hoje?

A história da nossa escola começou com um grupo de amigos, onde Sheilla Cardoso e mais alguns amigos já tinham participado noutras escolas de samba no carnaval da Mealhada e então decidiram formar o grés samba no pé de Sepins, e a partir do dia 2 de Junho de 2005 nunca mais paramos. Com muito esforço e dedicação de algumas pessoas, acima de algumas desavenças estamos para seguir em frente.


- Quais os novos projectos e ambições para o Samba no Pé?




Os nossos novos projectos são continuar a remodelação da nossa sede, criando novas condições para os associados, elementos desfilantes, colaboradores, e amigos. Evoluir a nível de escola de samba perante as nossas possibilidades.


- Que significa para si ser presidente de uma escola de samba?

Ser presidente de uma escola de samba é muito gratificante, porque tenho um grupo de trabalho unido independente de ser a líder, somos todos iguais.


- Como analisa actualmente o Carnaval da Mealhada?

Este ano o carnaval da Mealhada melhorou significativamente, a nível das ajudas ficou aquém das espectativas espero que 2012 seja melhor.

- Que alterações e melhorias desejava que acontecessem no vosso Carnaval?

As alterações seriam a nível de balneário com mínimas condições, os carros deviam ter os mesmos acabamentos para todas as escolas, e melhor som.


Quais as maiores dificuldades sentidas pela sua escola de samba?

As nossas dificuldades actuais são a falta de dedicação de alguns elementos após o carnaval, para além de outras coisas mais.


- Para além do samba que outras actividades tem a vossa escola?

A nossa escola organiza convívios, festas, actuações de samba.


- Como correu o Carnaval o Carnaval 2011? Que achou do resultado do concurso?

Aceito o resultado além de não concordar com uma ou duas coisas mas prefiro guarda-las. Em relação ao concurso espero que continue a existir porque fez com que as escolas melhorassem mais e apresentação dos enredos e a trabalhassem mais.


- Que Enredo desenvolveram na Avenida?

O enredo desenvolvido foi “O Mundo da Dança”


- Como tem visto a evolução das escolas de samba em Portugal?

Do que conheço acho muito bom.


- Na Mealhada como tem visto a evolução das escolas de samba?

Perante as nossas possibilidades acho muito bom.


- Para si quais as escolas que mais tem evoluído em Portugal no geral de todos os quesitos?

Sócios da mangueira da mealhada e charanguinha de ovar.

- A nível nacional que mudanças ou evoluções gostaria de ver acontecer para melhorar o nível das escolas de samba?

Mais apoio por parte das entidades públicas.


- Concorda com os moldes em que é realiza do e disputado (quesitos que estão a concurso) o Encontro Nacional em Estarreja?


Ainda não tive possibilidades de estar presente, mas pelo que tenho conhecimento concordo.
Obrigado pela sua disponibilidade para esta pequena " conversa " e felicidades para o SAMBA NO PÉ.
Saudações sambistas
.

ENTREVISTA COM RAUL CUSTODIO



ENTREVISTA COM O COMPOSITOR E CAVAQUINISTA RAUL CUSTÓDIO DO GRES TREPA NO COQUEIRO DE SESIMBRA

Nome e idade ?
Raul Custódio, 36 anos
Quando foi o teu começo no samba ?
O meu começo no samba foi em 1992, e para falar a verdade até nem era grande apreciador de samba nem particularmente de Escolas de Samba, foi através do meu amigo Henrique Amigo que na altura estava no Trepa e que me dava grandes injecções de Sambas enredos e de Pagodes que comecei a ganhar o gosto pelo Samba e por Escolas de Samba. Fiz o meu primeiro desfile de Carnaval em 1993, e foi até hoje.
Qual o teu percurso como sambista até aos dias de hoje ?
O meu percurso foi sempre no Trepa, comecei na bateria a tocar tamborim, depois ao longo dos anos fui correndo outros instrumentos de percussão até que surgiu a oportunidade de me virar para o cavaquinho, e foi até hoje.
Quais as funções que desempenhas actualmente no Gres Trepa no Coqueiro ?
Neste momento sou cavaquinista do Trepa no Coqueiro.
Momentos marcantes neste percurso no samba ?
Os momentos mais marcantes que guardo são todos aqueles passados ao lado dos meus companheiros, dos que estão, de “alguns” que já estiveram e de outros que futuramente possam estar, não lembro um momento especifico, mas um conjunto de momentos inesquecíveis.
De que mais tens saudades do Carnaval de Sesimbra ?
O que tenho mais saudades é do tempo em que as pessoas se entregavam ás coisas por gosto, por dedicação á escola de samba, por divertimento, e não para tentar dividendos pessoais da situação.
Quais as pessoas que mais vos marcaram ( influenciaram) a nivel nacional no samba ?
As pessoas que mais me marcaram são todas aquelas que fizeram e fazem algo em prol do Samba, sem discutir talento ou capacidade acho que uma ajuda de todos era importante.
Como analisas o actual momento do Carnaval de Sesimbra ?
Acho que poderia estar melhor se “olhassem” mais para os sacrifícios que as Escolas de Samba fazem todos os anos para conseguirem por o nosso Carnaval a um nível superior, e basta olhar á nossa volta.
Que desejarias ver acontecer no Carnaval de Sesimbra ?
Desejaria ver alguns progressos a nível estrutural, já que nesse aspecto estamos estagnados á anos, e que não se lembrem das Escolas de samba só nos 4 dias de Carnaval.
Como vês o actual momento das escolas de samba de Sesimbra ?
Acho que algumas escolas tem evoluído bem a todos os níveis, outras nem por isso devido á falta de condições a que estão sujeitas, podia-se começar por um tratamento imparcial em relação a todos as escolas, saber das carências de cada uma e não excluir nenhuma só por não se gostar do nome que carrega.
Que achas que seria preciso para um maior desenvolvimentos das escolas em Sesimbra ?
Como já referi anteriormente que não se olhe para as escolas individualmente como mais uma, mas como mais uma do todo, porque só assim poderemos ter um desenvolvimento e uma evolução mais equilibrada.
Como analisas o momento actual das escolas de samba em Portugal ?
Para ser sincero não acompanho muito o trabalho das escolas de samba do resto do país a não ser no que leio nas tuas crónicas, mas verdadeiramente não tenho conhecimento de causa para fazer uma analise mais aprofundada sobre essa matéria.
Que desejarias ver acontecer com o samba a nivel nacional ?
Talvez mais inventos conjuntos, em que se diversificassem mais os participantes, porque parece-me que se está a tentar criar uma elite de Escolas de Samba, o que a meu ver está a tornar-se monótono, há escolas de samba fora desse elitismo que querem mostrar o seu trabalho mas não as deixam crescer.
Como está o actual momento na vossa escola ( Gres Trepa no Coqueiro ) ?
O Trepa no Coqueiro está a meu ver neste momento numa fase de transição, a mudança de sede foi como um “começar de novo,”é necessário criar uma estrutura de organização para que possamos dar resposta aos objectivos a que a Escola se propõe. Acho que tem que haver uma reflexão sobre os anos transactos,. sobre aquilo que se fez bem e o que se fez menos bem para daí tirar as ilações necessárias para podermos melhorar nos mais variados aspectos. Mas sobre esses aspectos o Hugo pode acrescentar algo mais visto fazer parte da Comissão administrativa.
Como compositor e cavaquinista a nivel de sambas como vês o actual momento em Sesimbra ? Que mudanças ? Que evoluções ?
Sem duvidas houve nos últimos anos uma enorme evolução na composição de Sambas enredo, existe, e é notória, uma maior preocupação de quem compõe em tentar enquadrar o samba enredo com a cadência de cada bateria, e não só, também com as características de cada escola. Nota-se também um maior cuidado nas escolhas dos interpretes, o que só vem abrilhantar os bons sambas enredos que se tem feito nas escolas, posso dizer que, salvo raras excepções existem muito boas alas de interpretes nas escolas de Sesimbra.
E a nivel nacional como tem visto a evolução ( principalmente agora que praticamente todas as escolas fazem samba original) ?
Houve realmente uma enorme evolução a nível Nacional no que diz respeito ás composições de sambas enredos, quer a nível harmónico e melódico, como também na própria construção das frases e rimas. Mas acho que ainda podemos melhorar muito.
Como tens visto a evolução( em alguns casos regressão ) das baterias em Sesimbra ?
Algumas escolas trabalham mais logo evoluíram mais, outras nem por isso porque não trabalham tanto, talvez se preocupem mais com outros aspectos.
E a nivel nacional como vês o panorama do trabalho realizado com as baterias?
Como te disse anteriormente, não tenho um conhecimento aprofundado sobre o trabalho realizado pelas baterias a nível nacional, mas pelos comentários que ouço, acho que estão a trabalhar bem.
Deixa algum comentario, desejo ou algum pedido para todos nós amantes do samba.
Ser digno de pertencer ao mundo do samba é saber respeitar o espaço dos outros.
-Obrigado pela tua disponibilidade para esta pequena conversa sobre samba
Felicidades
.
Um abraço

ENTREVISTA COM HUGO PINTO

ENTREVISTA COM UM DOS COMPOSITORES E INTERPRETES DA ESCOLA DE SAMBA TREPA NO COQUEIRO de SESIMBRA HUGO PINTO


1- Nome e idade?
Hugo Lopes Pinto,34 anos.
2- Quando foi o teu começo no samba ?
Foi em 1986 no 2ºano do Marisamba o meu primeiro contato com o samba e com a realidade de desfile de escola de samba.
3- Qual o teu percurso como sambista até aos dias de hoje ?
Foi esse 1º ano no Marisamba tinha eu 9 anos,depois apesar de sempre muito proximo do samba nunca mais voltei a desfilar em E.S.,mais tarde em 1999 eu e alguns amigos fundámos A.R.Bigodes de Rato,onde estive durante 8 anos até ingressar na G.R.E.S. Trepa no Coqueiro até aos dias de hoje.
4- Quais as funções que desempenhas actualmente no Gres Trepa no Coqueiro ?
Faço parte da comissão administrativa,até que haja nova direção,pertenço a ala de interpretes de samba da escola,dedico-me tambem à parte de composição de samba e dou o meu contributo no grupo de palco.
5- Quais foram os momentos que marcaram mais a tua vida de sambistas ?
Quando estás feliz e fazes aquilo que gostas todos os momentos são marcantes,vivi momentos maravilhosos nos Bigodes,os piratas,o circo,alegria geral entre outros, ficarão para sempre no meu coração,adorei desfilar com os Saltaricos em Estarreja e conhecer pessoas espetaculares, toda a experiencia vivida no RJ,na Mangueira,Salgueiro e com grandes bambas do samba,e agora o Trepa do qual já sou sócio há muitos anos,mas só agora à 4 anos para cá me entreguei de corpo e alma.
Por trás de todos estes momentos marcantes no samba,está e esteve um valor que eu prezo muito,a AMIZADE e que desejo que assim continue.
6- De que mais tens saudades do Carnaval de Sesimbra ?
Recordo com alguma nostalgia as noites maravilhosas no Ginásio,sempre fui muito folião...
7- Quais as pessoas que mais vos marcaram ( influenciaram) a nivel nacional no samba ?
A nível nacional,ainda que a mim não diretamente o Reinaldo que foi o impulsionador do samba em sesimbra,o Luis Taklin,aquelas noites no xeque mate,foi aí que ganhei o gosto pelo samba,agora dos que trabalhei adoro o meu amigo Carlos Pinto (Caneca).
8- Quais os maiores progressos que vês no Carnaval em Sesimbra nos ultimos anos ?
Tenho a ideia que de facto algumas E.S.,e Grupos Axé estão no caminho certo e estão a progredir ,agora o Carnaval de Sesimbra está é a regredir de ano para ano.
9- Que mudanças e beneficios gostarias que houvesse no Carnaval de Sesimbra ?
Mudanças??

Seriam muitas,mas a mentalidade é a principal.
Criem condições para promover o melhor espetaculo que a terra tem,há um ditado que diz"Deus dá nozes a quem não tem dentes".
10- Qual a tua analise também ao actual momento das escolas sesimbrenses ?
Todas elas no plano financeiro têm dificuldades,ainda que com muito trabalho ,no geral tenham evoluido,umas mais que outras como é obvio.
11- Que achas que seria preciso para um maior desenvolvimentos das escolas em Sesimbra ?
Alargar horizontes,chamar quem sabe mais para junto de nós,maior disponibilidade e dedicação dos intervinientes para aprender,criar uma estrutura global que nos dê estabilidade financeira,quer através de publicidade ou de um circuito fechado,e uma maior promoção do espetaculo.
12- Como analisas o momento actual das escolas de samba em Portugal ?
Pelo que sei e tambem pelo que vejo no teu blog num modo geral estão no caminho certo,a evoluir de ano pra ano.
13- Que desejarias ver acontecer com o samba a nivel nacional ?
A nivel nacional o melhor beneficio é sempre o convivio e a troca de conhecimento,seria interessante um desfile nacional,mas justo,e a criação das saudosas festas tropicais.
14- Como está o actual momento na vossa escola ( Gres Trepa no Coqueiro ) ?
O Trepa no Coqueiro está bem,no caminho certo,ultrapassou um momento atribulado,com mudanças de direções sucessivas,mudança de sede forçada,tudo ao mesmo tempo que preparava mais um carnaval,mas com o esforço de todos conseguimos,agora daqui pra frente pensamos evoluir dia a dia como E.S..
15- Como interprete e compositor como analisas o actual momento dos sambas em Sesimbra ? Que mudanças ? Que evoluções ?
O atual momento é saudavel,muita gente nova a crer compôr,todas as E.S. levam sambas originais,nos concursos cada vez mais hipoteses de escolha,agora bom ou mau isso depende sempre da inspiração de cada compositor.
Quanto a evoluções ou mudanças,existe sempre a preocupação de acompanhar o que se faz no RJ,e penso que o ritmo cada vez mais elevado é a grande diferença em relação ao passado.
16- E a nivel nacional como tem visto a evolução ( principalmente agora que praticamente todas as escolas fazem samba original) ?
A nivel nacional fazerem praticamente todas samba original já é uma grande evolução,acho fundamental para as E.S.criarem raízes fortes e identidade própria.
17- Como tens visto a evolução( em alguns casos regressão ) das baterias em sesimbra ?
Quanto a baterias,na minha opinião existem 3 pilares fundamentais,a estrutura e organização da própria escola,a aplicação e dedicação dos seus batuqueiros e a capacidade do seu mestre de bateria,se um destes não funcionar não tens uma boa bateria.Em Sesimbra temos desde o 8 até ao 80.
18- E a nivel nacional como vês o panorama do trabalho realizado com as baterias?
No panorama nacional,daquilo que conheço,principalmente das escolas mais a norte é no geral o seu melhor sector,trabalham muito e todo o ano,mas têm todas as condições e apoios para o fazer,os 3 pilares funcionam na perfeição,os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido.
19- Deixa algum comentario, algum desejo, alguma nota para os sambistas em geral.
Fica aqui o meu desejo de uma UNIÃO cada vez mais forte entre todos aqueles que gostam e têm a paixão pelo SAMBA.
"...A Amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir..."
Ao A.Guerreiro os meus parabéns pelo trabalho desenvolvido no seu blog em prol da divulgação do samba nacional e internacional.
Obrigado pela colaboração para nos dar-mos a conhecer uns aos outros e como pensamos esta nossa paixão que é o SAMBA.
O prazer foi todo meu pela entrevista.
Um abraço,HUGO PINTO

ENTREVISTA COM JUVENAL SANTOS

ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA ESCOLA DE SAMBA SÓCIOS DA MANGUEIRA-MEALHADA- JUVENAL SANTOS


Como foi o inicio destas andanças pelo samba?

Desde a Escola Primária que participo em actividades de carnaval a exemplo do Carnaval da Criança, que se fazia antigamente. No princípio, eu ouvia e via grupos ligados ao samba, mas só mais recentemente é que me liguei a esse mundo.

Qual o seu trajecto como sambista?

O meu trajecto no samba começou por volta de 1993 na Escola de Samba Batuque, através do meu amigo Carlos Vaz que me convidou a participar. Tocava tamborim. No ano seguinte transitei para a Escola de Samba Juventude de Paquetá, sendo também membro da bateria tocando surdo de marcação. Isto aconteceu nos anos de 94 e 95. Durante o ano de 1996 não participei mas acabei por ingressar nos Sócios da Mangueira pela mão do meu amigo e fundador da escola, João de Oliveira. Também como membro da bateria, aí participei até ao ano de 2006. Para além disso assumi cargos de gestão e hoje sou presidente da instituição.

Que significa para si ser presidente de uma escola de samba?

Ser Presidente significa, acima de tudo, honra, pois para o ser existiu e existe um grande leque de pessoas que acreditou e acredita em mim. Depois a dedicação, a disponibilidade, a responsabilidade, juntam-se ao meu orgulho de representar esta Associação Cultural, sociedade Mangueirense e o seu GSSM, Grupo de Samba Sócios da Mangueira.

Como analisa o Carnaval actual na Mealhada?

Considero que o Carnaval da Mealhada é, em Portugal, o que mais se aproxima do carnaval brasileiro, isto é, da ideia de desfile em avenida de escolas de samba. No entanto acho que não chega a ser completo na medida em que lhe faltam participações de outrora, da festividade do entrudo, com grupos de crítica, de piada, cénicos, de fantasia para se aproximar de uma festa carnavalesca mais genuína.

Foi bom para a Mealhada ter começado a haver concurso?

Sem dúvida alguma, e acima de tudo porque o concurso, com os quesitos que tem, obriga as escolas de samba a trabalharem ala por ala, por parcela, cuidando da relação para com o todo, o que é bastante exigente. Aumenta a auto-crítica abrindo caminho para a melhoria constante. Penso, no entanto, que deveria ser muito mais cuidada a organização do evento, mais criativa, mais responsável, para evitar que o trabalho de 5 meses de confecção por parte das escolas não seja defraudado em 5 horas de análise por parte de certos jurados ignorantes, tendenciosos, ou até incultos, sem preparação adequada e atempada para aferirem o que quer que seja. Para uma coisa ser séria não basta parecer, tem mesmo que ser. O concurso é uma mais-valia mas falta-lhe organização sábia, responsável e participada pelas escolas de samba.

Como são vistas e encaradas as rivalidades existentes entre as escolas na Mealhada?

As rivalidades são normais, como em qualquer outro carnaval onde haja concurso. O que não é normal é a falta de palavra de certas pessoas que, quando reunidas com todas as escolas de samba assumem um compromisso normativo, em conjunto, mas mais tarde, devido a pressões exteriores e razões alheias ao que havia sido decidido, dão o dito por não dito. Acaba a rivalidade e passa a haver uma disputa, com base em concorrência desleal, já que tiram partido dessa nova situação. Desvirtua-se o que nos podia unir, o brilho honesto da festa do samba, onde deveríamos ser apenas adversários. As relações entre todos, fora as quesílias, são óptimas, mas durante este período, de dias, a baixeza aparece, com desculpas e justificações que não honram quem as diz.

Que alterações e melhorias desejava que acontecessem no vosso Carnaval?

A começar pelo que já referi, deveriam existir mais grupos e diversificados, uma maior valorização das escolas de samba, menos importância nos carros alegóricos (menos despesa)... Apoiar mais as escolas, permite melhorar a qualidade que se espalha ao longo do ano de forma publicitária, enquanto as viaturas duram apenas as 4 horas de corso e morrem no dia seguinte. Os subsídios também deviam ser revistos, já que penso não ser correcto atribuir os mesmos valores a cada escola, porque umas investem mais na qualidade (mais custo), enquanto outras facilitam na poupança, reflectindo menor explendor na avenida. Parece-me injusto para quem se esforça por melhorar de ano para ano. Mas isso são outros quinhentos a estudar!

Quais as maiores dificuldades sentidas pela sua escola de samba ou em geral pelas escolas da Mealhada?

No geral é a escassa verba, o problema maior de todas as escolas. O espírito associativo das escolas da Mealhada difere e muito do que vejo por exemplo em Ovar e Estarreja onde a quota individual de participação é aplicada. Se só pudessem participar associados das escolas, com pagamento de uma quota, ajudaria imenso no investimento carnavalesco. Nos Sócios da Mangueira há uma mentalidade que a meu ver pode ser mudada, mas tem que ser devagar, pois falamos de um historial de 32 anos.

Que projectos e ambições futuras para os Sócios da Mangueira?

A ambição que tenho é, precisamente, mudar essa mentalidade. A segunda é construir uma sede ou adquirí-la para poder ter a liberdade de retirar dela mais organização e mais usofruto do que na actual, que diga-se de passagem está quase perfeita para nós.

Como correu o Carnaval este ano?

Se falarmos, e mais uma vez, do aspecto organizativo do evento, especificamente, do desfile, tenho que declarar que correu mal. Aconteceram situações de incapacidade por parte de uma escola em se apresentar a tempo e horas devidamente fantasiada o que veio complicar todo o esquema pré-estabelecido. Foi mau para o público que esperou e desesperou, mau para os jurados que viram tardiamente, quase de noite o desfile das últimas escolas, dificultado a sua análise e pontuação. Acima de tudo este facto gerou uma desconfiança total em cima de quem estava a dirigir o evento. Salvaguardou-se, no entanto, a belíssima, organizada e sempre alegre participação dos Sócios da Mangueira, que acabaram por se sagrar no Concurso de 2010, apesar dos obstáculos encontrados, tri-campeões do Carnaval da Mealhada.

Como vê a evolução das escolas de samba em Portugal?

Se olhar para o que fazemos, nós sócios, e para o que vemos ser feito pelas escolas com quem temos camaradagem salutarmente competitiva, parece-me que honramos, todos nós, o samba, o samba de enredo e a própria folia carnavalesca, pagodeira. Assim sendo acho que as escolas têm evoluído razoavelmente, quer porque asseguram a sua qualidade em seus territórios quer porque o fazem também em outros desafios, ocasionais, fora de portas.

Para si quais as escolas que mais tem evoluído em Portugal no geral de todos os quesitos?

Para referir de imediato as de mais notável evolução, por também serem mais jovens de idade, a Unidos de Mato Grosso da Figueira da Foz, Amigos da Tijuca da Mealhada e num plano de maior primor a Trepa Coqueiro de Estarreja, são as que mais se destacam. Por inovação, maior pendor criativo com menores apois financeiros tenho que referir a minha escola pois chega a fazer omoletes sem ovos, em muitas situações.

Como também é ritmista, como vê actualmente a bateria dos Sócios da Mangueira e quais as baterias que mais tem evoluído e mais admira?

A Bateria dos Sócios da Mangueira passou de um estádio de competência do Bom para o Muito Bom. Com a integração de um novo director de bateria, excelente ritmista, e conhecedor do mundo do samba, Xandinho, a Bateria SM tornou-se mais responsável, mais culta e acima de tudo mais solidária e ciente da sua auto-estima. É composta de um menor número de ritmistas mas tem um grau de criatividade e competência já bastante elevado. Do que conheço tenho que admitir que a Bateria dos Amigos da Tijuca tem feito um esforço e tem conseguido entrar no que posso chamar de 1ª Liga. Por outro lado também tenho que referir que a Trepa Coqueiro, a Vai quem Quer e, claramente, a Charanguinha, têm mostrado serem dignas do pódio.

A nível nacional que mudanças ou evoluções gostaria de ver acontecer para melhorar o nível das escolas de samba?

Há muito já se falava numa liga. Mas, e para que tal aconteça, faltam os metais adequados que não sejam opostos, resultem plenamente na criação da mesma. Em princípio, começaríamos pela ‘Liga de Bronze’, precisando de escolas que tenham objectivos semelhantes para a vida sambística, dentro e fora dos seus carnavais. Aí as actividades seriam pertença de um colectivo, de uma directoria itinerante, capaz de gerir normas, leis, regulamentos, eventos, publicidade, espectáculo, calendários de festividades, encontros, e demais decisões, financeiramente rentáveis para apoiar a existência de cada uma e de todas elas. Não sendo assim, é pelos ocasionais encontros de amizade que nos vamos conhecendo e ajudando mutuamente a melhorar o que já é da nossa sabedoria. Mantem-se como importante o respeito que as escolas devem umas às outras para poderem dizer que sim às diferentes participações para as quais é feito convite.

Que alterações e evoluções aconteceram agora com a sua presidência nos Sócios da Mangueira?

Sem falsa modéstia, e porque admito não ter, por vezes, a forma mais aceitável por todos, de lidar com as dificuldades e decisões do meu cargo, refiro que sinto com especial prazer o facto de ter ajudado a renovar as hostes Mangueirenses à volta de um certo espírito clubista associativo. A Verde e Rosa é hoje falada de forma respeitosa em qualquer lugar do país; continuamos a ser convidados para os mais diversos eventos onde pautamos pelo sentido de reponsabilidade e competência o que fazemos. É a primeira escola com um clube de fãs que seguem as nossas “BERIGUETES”. No campo da gestão financeira, com um grande esforço de todos, tenho ajudado a manter um equilíbrio orçamental adequado à nossa vivência. As direcções a que tenho presidido, mais o apoio dos orgãos sociais e demais sócios mangueirenses têm procurado fazer temporais investimentos úteis à colectividade. Resta-me ainda referir que nunca a Mangueira tem tido tanto apoio e patrocínio de várias entidades como nos meus mandatos, e isso deve-se ao crédito que a nossa instituição tem. Por fim refiro a amizade que temos com o grupo Samba Lê-Lê que tem estado com a Mangueira desde sempre o que muito salutar tem sido para nós.

Concorda com os moldes em que é realizado e disputado (quesitos e jurados que estão a concurso) o Encontro Nacional em Estarreja?

Dadas as diferenças de apoio financeiro nos diversos carnavais é óbvio que a participação das escolas nesse concurso aparenta estar sujeita a algum desfasamento. Se porventura o regulamento/quesitos, fosse semelhante ao da LIESA, e, adaptado a um dado número de participantes/alas, a análise da competência técnica e artística seria outra. Mas há que respeitar a organização, dado que lhe coube a ela ter o princípio da coisa. Concordo, no entanto, com a ideia de um jurado por escola pois me parece que há gente competente o suficiente para avaliar os mais diversos quesitos apresentados. Diria talvez que um regulamento mais exaustivo na elaboração das perguntas sobre cada quesito, de forma a anular o acaso, a tendência e até a subjectividade do votante, não seria pior ideia para tal encontro.

Quais os momentos mais felizes no samba?E os menos felizes?

Sem dúvida são os encontros que temos com as escolas, mas não posso deixar de referir que as vitórias nos concursos, me enchem de orgulho. O que de menos feliz tem acontecido é o desaparecimento do nosso convívio de amigos e activistas, boas pessoas desta instituição para as quais levantamos com honra e redobrado orgulho o nosso estandarte.

Como é a convivência entre as escolas de samba na Mealhada?

Já foi melhor em outros tempos por não se sentir nada mais que o aspecto de se ser adversário na folia.

Hoje, algumas das vezes, sinto que a solidariedade e a noção de decisão colectiva chegam a ser esquecidas em função de forças exteriores à nossa sã convivência. Pode e tem tudo para melhorar se, acima de tudo, os valores da amizade, respeito e galhardia se mantiverem dentro de níveis de honestidade que nos possam ajudar a realizar os nossos objectivos sambísticos da melhor forma. Acredito que é possível e está aberta a concorrência leal.


Para terminar que conselhos ( ou sugestões) daria aos sambistas portugueses ?

Visitem os Sócios da Mangueira.

Obrigado pela colaboração companheiro . Muitas felicidades
- Aproveito para deixar o meu agradecimento pela maneira maravilhosa como fui recebido nas vezes que me desloquei a Festas na Mealhada e tudo devo á amabilidade tanto dos sambistas da Mealhada em geral como em particular também ao Presidente Juvenal Santos que foi de uma atenção e de uma hospitalidade que não tem preço.

ENTREVISTA COM GABRIEL POLICARPO

GABRIEL POLICARPO
OBRIGADO PELA SUA DISPONIBILIDADE PARA ESTA PEQUENACONVERSA SOBRE SAMBA.






- Qual o seu nome ? E idade ?



Gabriel Policarpo / 26 anos
http://www.myspace.com/pandeirorepiqueduo

- Onde você nasceu? E onde mora atualmente?
http://www.youtube.com/watch?v=Ll6OCeXIeG8&feature=related


Niterói R.J / Moro em Niterói R.J

– Como e quando, ou através de quem, você entrou para o mundo do samba? E quando você desfilou a primeira vez em bateria de escola de samba?



Sempre gostei da batucada, meus primos e irmãos tocavam em blocos no carnaval, eu tinha 9 anos, mas quando via uma bateria tocando, aquilo mexia comigo de verdade, então eu tirava a fantasia e caia no ritmo. Entrei para Viradouro em 1998, eu tinha 14 anos.



- Por quais escolas passou ou foi só a Viradouro?



Tenho muitos amigos em outras escolas, já desfilei no Estácio, mas o coração pulça forte quando entro defendendo a minha paixão vermelho e branco de Niterói!




- Quando e como foi essa historia de se tornar o 1º Repique da Unidos da Viradouro ?



Sempre tive muita facilidade com o repique, no meu primeiro ano de escola Pablo (atual mestre) me viu tocando e pediu p o Ciça deixar eu ''esquentar a bateria'', Ciça não deixou...eu era muito novo, ele não acreditava....O Pablo apostou sua fantasia com o Ciça...se eu fizesse feio, ele perderia sua fantasia para o desfile. Então o Ciça aceitou e eu esquentei a bateria, e daí pra frente me tornei primeiro repique da escola, considerado maior revelação dos últimos anos.


-Como sentiu esse rebaixamento da escola ?



Foi muito triste e difícil de aceitar, como uma escola do porte do Viradouro pode cair pro acesso.. mas acredito que seja um momento importante, a escola toda se abraçou novamente, o ''clima'' da escola é bem melhor agora, temos novo Presidente, novo mestre de Bateria, com certeza essas duas mudanças foi o principal para levantar a escola.



- Acredita que será já este ano que a escola volta para o Grupo Especial ?



O ano é esse, a hora é essa... vamos fazer um lindo carnaval e provar que nosso lugar é o grupo especial.

- Que estilo ou caracteristica ritmica você mais aprecia numa bateria de escola de samba ?



Sou considerado um ritimista jovem, mas aprecio muito os valores antigos, principalmente quando falamos em andamento. Mas não sou daqueles que vivem falando que o samba acabou, só antigamente que se fazia samba de qualidade e carnaval....não acredito nisso, a evolução trouxe muita qualidade em diversos setores de uma escola. Os critérios de julgamento estão cada vez mais severos e isso faz com que as escolas busquem cada vez mais a perfeição. As baterias estão dando show de criatividade e variedade rítmica mas o que me preocupa é a tendência de sempre seguir a linha da bateria que tirou melhor nota no carnaval, pois isso coloca em risco a beleza das diferenças de ''sotaques'' de cada bateria.



- Que diferenças vê actualmente entre as baterias do Rio e as de S.Paulo?



Acho que a ''pegada'' é diferente, afinacão, são duas culturas diferentes...O rio floresce coisa nova o tempo todo e tem muito samba toda hora, a cultura do carioca sempre foi o samba...mas vejo que S. Paulo é muito dedicado está cada vez mais empenhado e em busca.


- Quais as caracteristicas que mais admira em uma bateria ?

Uma bateria p me agradar precisa ter um bom som!
Boa afinação, bom andamento, pegada, ousadia e expressão!

- As paradinhas atrapalham o andamento do desfile? Ou isso é
conversa de saudosistas ?



Com certeza dependendo da paradinha, atrapalha sim! A bateria está a serviço da escola, não pode pensar só nela, ficar dando show e esquecer que tem uma ''boiada'' pra tocar.


- Você gosta de paradinhas ? Qual o tipo de paradinha da sua preferencia ?



Gosto muito, acho que a paradinha tem q ter impacto para o público, emocionar e principalmente ser bem inserida no contexto musical do samba, métrica, melodia e ritmo.


-Vai desfilar no Carnaval 2001 pela sua Viradouro ou por outra escola ?



Vou desfilar pela minha escola, agora mais do que nunca estarei lá!!hheheh essa é a hora!

- Tem alguma personagem do samba no qual se tenha inspirado ou que mais admire ?



Sem dúvidas, Mestre Ciça!Esse é o CARA!

-Quais são para si as melhores baterias de S.Paulo e do Rio ?



Não acredito que haja ''a melhor'' como disse antes as diferenças que enriquece as baterias aprecio e respeito muito isso... Mas gosto muito da Bateria do Viradouro, Beija Flor, Salgueiro e Grande Rio. Não acompanho muito o carnaval de Sampa.


- Actualmente quais os mestres de bateria que mais admira ?


Sou fã de carterinha do mestre Ciça, mas adimiro muito o trabalho do Mestre Marcão do Salgueiro também.


-E no passado ?



Saudoso mestre André da Mocidade e mestre Marçal.

- E no repique quem mais admira ?



Aprendi muito vendo zezé tocar, ex diretor e primeiro repique do Viradouro, gosto do Vitinho também tira um som limpo e é musical.



- Que conhecimentos tem do trabalho que é feito em toda a Europa pelas escolas e grupos de samba ?



Em 2009 e 2010 passei por vários países da Europa dando workshops, acho muito interessante e bonito o amor que tens por nossa cultura, o que me impressiona é a dedicação do Europeu em aprender tais instrumentos. Mas sinto que o principal é a vivência, vivenciar o ambiente do samba é super importante para o suigue.




- Como surgiu essa ideia de formar o PANDEIRO-REPIQUE DUO junto com Bernardo Aguir ?



Somos amigos e tocamos juntos em trabalhos paralelos a um bom tempo... e sempre nos entendemos muito bem tocando... então decidimos montar o PRD, que tem como objetivo explorar cada vez mais as possibilidades desses instrumentos em nossas mãos.
http://www.youtube.com/watch?v=KUbBcw0ys8c&feature=related - GABRIEL NA SEDE DO GRES BOTA no REGO

- Como tem sido o ano de 2010 em demonstrações e aulas tanto no Brasil como por outras partes do mundo incluindo até Portugal ( lembrar a passagem pela sede do Gres Bota no Rego em Sesimbra que ficará para sempre na memoria daqueles que tiveram o prazer de estar presentes ) ?



2010 foi um ano de muito trabalho, passamos pela Europa, América do Sul e ´Africa...nos sentimos muito a vontade em Portugal, fomos bem recebidos pelas pessoas e principalmente no Gres Bota no Rego, quero reencontrar aquela bateria e saber como vai aquela ''pegada''. Vamos estudar hem rapaziada, o ritmo tem q ser quente!
http://www.youtube.com/watch?v=I4LqzbUCDLw -

-Que planos têm para o duo ?



Estamos em fase de estúdio gravando nosso disco, para lançar esse ano no Brasil e no Exterior, a idéia é outra turnê pela Europa mas sem data ainda.

- Está também com a Oficina de Ritmos no Bloco do Vigario. Fale-nos dela e dos objectivos?



A oficina do Vigário está na reta final p próximo carnaval, tudo certo e muita novidade em 2011. O objetivo é ensinar instrumentos de escola de samba para alunos sem experiênicias musicais durante todo ano preparando-os para o desfile do Bloco do Vigário no carnaval. Todo ano o resultado é emocionante para todos que fazem parte do movimento, somos uma família que a música sustenta um ambiente fraterno e de muita união.
http://www.blocodovigario.com.br/site/

- Qual o momento mais marcante que já viveu no samba ?



Ihhh essa pergunta é difícil...são muitos... mas vale citar o desfile do Viradouro 2007 que o Ciça colcou os 300 da bateria num carro alegórico, foi emocionante!


-Deixe uma mensagem aos ritimistas portugueses e principalmente aos que pretendam ser uns bons tocadores de repique.
http://www.youtube.com/watch?v=KUbBcw0ys8c&feature=related


Mente aberta rapaziada, disciplina e dedicação!!! Não é um instrumento muito fácil de tocar mas quando nos comprometemos os caminhos se abrem, e o que tenho pra dizer é que vale a pena se for por inteiro, não é só o instrumento, e sim uma entrega para conhecer e saber o que ele em suas mão tem pra dizer.




Obrigado pela sua disponibilidade para esta pequena conversa de samba e muitas felicidades.


Valeu é um prazer dividir minhas experiências com vocês!! Somos irmãos, estamos juntos!!!!

ENTREVISTA COM BRUNO PERES

ENTREVISTA COM BRUNO PERES DIRECTOR DE BATERIA DO GRES BATUQUE - MEALHADA

- Nome e idade ?
Bruno Peres. 33 anos.

- Como e quando foi o teu começo no samba?
Os meus pais estão ligados ao carnaval da Mealhada desde o início, sendo o meu pai um dos fundadores.
A minha mãe diz que eu comecei aos 2 anos a desfilar no grupo “O Cleto”, que mais tarde viria a dar origem ao “Batuque”.
Os ensaios do Batuque nos primeiros anos eram na adega do meu pai e eu fazia questão de assistir.
Com os da minha geração, fundei a primitiva Escola de Samba Juventude de Paquetá pois não podia tocar no “Batuque” por ser muito novo. Mas dada a tradição familiar e as ligações fortes à génese do Batuque rapidamente integrei o conjunto de ritmistas da minha escola.

- Como foi o teu trajecto até hoje no samba?
Foi natural. Para além de ter tido sempre presença assídua na bateria do Batuque, sempre com uma atitude de autodidacta de quem gosta verdadeiramente de algo, pertenci, também, durante mais de uma dúzia de anos, ao Grupo Sambalele com quem tive a oportunidade e o prazer de desenvolver os meus conhecimentos como ritmista, os meus conhecimentos como sambista e o gosto por esta arte.
Por agora, e devido aos meus compromissos pessoais e profissionais, apenas tenho tempo para participar no carnaval do Batuque.

- Que representa para ti a responsabilidade de seres director (mestre) de bateria do Batuque ?
Não é nenhuma responsabilidade especial. A forma como encaro todos os desafios a que me proponho, conjugados com o trabalho que venho desempenhando na Escola, tornam a responsabilidade um prazer!

- É muita responsabilidade estar à frente de uma bateria que vem vencendo consecutivamente o prémio para a melhor bateria do Carnaval da Mealhada. Como vês o actual momento da bateria do Batuque e como sentes esse desafio de a manter vencedora ?
Devo corrigir-te pois no Carnaval da Mealhada não há qualquer prémio para a melhor Bateria do Carnaval. Julgo que esse reconhecimento vem do facto de termos sido a Escola que tem conseguido as notas mais altas no quesito Bateria que é apenas um dos dez quesitos em avaliação no concurso de Escolas de Samba do Jornal da Mealhada.
A bateria do Batuque está numa fase normal. O nosso desafio é sempre tentar atingir a nota 10 e com isso garantir que, por nós, a Escola pode sair campeã.Só uma vez conseguimos alcançar a nota 10, não é fácil, mas trabalhamos para isso..


- Que ideias e objectivos para a bateria a curto e a médio prazo?
A médio prazo é, seguramente, criar condições para que a Bateria do Batuque atinja a nota máxima no respectivo quesito.
Tal objectivo só é possível se conseguirmos manter um clima de amizade e companheirismo, aliados a um espírito de exigência e respeito pela instituição GRES Batuque.
Só definindo um plano de formação adequado e incutindo o gosto pelo samba nos ritmistas poderemos, a médio prazo, manter a qualidade. Nada se faz sem trabalho árduo.
No curto prazo os objectivos são os do costume: preparar o próximo carnaval de forma a continuarmos a ter uma boa nota no quesito pelo qual somos responsáveis. Para além deste, queremos também continuar a ser a melhor bateria em desfile, aquela que “bate” para a Escola. Gosto de pensar que preparamos os nossos ritmistas para, durante o desfile, não terem dores, não terem bolhas nas mãos, não sentirem cansaço, não sentirem necessidades fisiológicas e não pensarem noutra coisa que não seja proporcionar uma base rítmica muito boa e um clima de alegria para os outros integrantes e para o público que paga para ver o Carnaval da Mealhada. E isto tudo apenas pelo prazer de pertencer a este grupo: ao GRES Batuque.


- Que caracteristicas mais gostas de ver em uma bateria?
Sem dúvida que a característica que mais me agrada é ver uma bateria que “bate” para a Escola. Que consegue passar a emoção para o desfile, para os outros integrantes, para o público!
Também me agrada muito saber que uma bateria mantém a cadência durante todo o desfile.

- Tens alguma figura como idolo no samba ou que te sirva de inspiração?
Não sou uma pessoa de idolatrar ou de gostar de ser idolatrado. Claro que tenho algumas pessoas cujo trabalho, dedicação e resultados no samba me nutrem especial simpatia.
Gosto particularmente da música de Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e Fundo de Quintal; Do empenho e lealdade de Neguinho da Beija-flor pela sua (nossa) Escola, da voz de Dominguinhos do Estácio, Quinho e Wantuir; Das baterias do mestre Ciça e da Beija-flor.

- Quais as maiores dificuldades que encontras para a realização do trabalho que pretendem na bateria?
Captar a atenção dos elementos da bateria e fazer com que percebam que, para progredirem como ritmistas, têm que desenvolver uma atitude proactiva, ouvir muito samba, tocar muito fora dos ensaios, batucar nas pernas, no prato, na secretária e no pires do café, aprender a tocar mais do que um instrumento e dedicar-se a esta forma de intervenção cívica e social de forma apaixonada.
As actividades concorrentes são muitas e nem sempre é fácil obter a dedicação necessária para se passar para além do nível em que nos encontramos.
Também tem sido muito difícil motivar os elementos para se mobilizarem fora da época do Carnaval, numa altura em que se pode trabalhar com outra calma e com objectivos mais específicos que promovam a qualidade, o desenvolvimento pessoal e a versatilidade da bateria.


- Como tens visto a evolução das escolas de samba na Mealhada?
É indubitável que evoluíram positivamente a todos os níveis, desde há uns anos, especialmente desde que começou o concurso de escolas de samba. Obviamente que umas têm evoluído mais do que outras.
Temos três escolas praticamente ao mesmo nível e duas que podem vir a melhorar muito rapidamente.

- E o Carnaval da Mealhada como tem evoluído?
Tem evoluído com as Escolas de Samba. Está mais organizado, mais maduro, embora talvez demasiado dependente da participação das Escolas. Estas, por sua vez, têm pouca noção de espectáculo e de que o objectivo principal é proporcionar espectacularidade ao público pagante. Estão muito fechadas em si próprias e demasiado preocupadas em atingir objectivos internos.
Apesar disso penso que a Associação de Carnaval da Bairrada (ACB) pode começar a pensar em novas formas de fazer evoluir o evento pois sabe que agora tem, nas Escolas, uma base sustentável.
No entanto, o concelho é pequeno e não será fácil suscitar a organização de grupos de crítica político-social (tão valorizados pelo povo) ou outro tipos de grupos. É necessário fazer uma reflexão sobre esse assunto e procurar soluções. Talvez investindo no evento como um activo regional pudéssemos contar com a colaboração mais sistemática das pessoas e das entidades dos concelhos limítrofes.

- A nivel nacional como tens visto a evolução das baterias e qual é para ti a melhor ou as melhores (mais evoluídas)?
Temos claramente uma boa meia dúzia de baterias que são de “primeira divisão” e que não envergonhariam se tocassem no Brasil! Quando o Batuque começou o Festival de Samba, em 1995, um dos grandes encontros do samba em Portugal nesse tempo, não poderíamos dizer a mesma coisa.
A Bateria da Charanguinha é, indiscutivelmente, uma referência em Portugal, pelo trabalho que tem desenvolvido ao longo de todos estes anos. A da Trepa Coqueiro e Vai Quem Quer também têm apresentado, consistentemente, boa qualidade.

- Actualmente existe alguma rivalidade desnecessaria na Mealhada. Como analisas a situação e que solução vês para isso?
Sinceramente não me parece que haja rivalidade desnecessária. Mas se calhar é por eu não ligar muito a essas coisas…
Só devemos dar importância aos assuntos que realmente interessam para benefício das Escolas e do Carnaval da Mealhada.

- Qual a postura do Batuque para que seja possível uma maior cordialidade entre todas as escolas?
O Batuque enquanto instituição sempre teve relações cordiais com as outras escolas (exceptuando talvez um ou outro episódio pontual).
O que faz falta às Escolas não é só manterem relações cordiais, mas principalmente entenderem-se relativamente aos assuntos principais do Carnaval da Mealhada. Faz falta que as Escolas olhem além dos seus interesses, muitas vezes mesquinhos e personalizados, dos seus dirigentes, e percebam que foram crescendo porque existe Carnaval da Mealhada. Têm de perceber que devem defender o evento a uma só voz. Promover a sua projecção municipal, regional e Nacional.
As Escolas deveriam, de uma vez por todas, organizarem-se para passar a mensagem de que o trabalho que fazem na comunidade também é cultura, investirem na credibilização do Carnaval, e promoverem a noção de que o Carnaval da Mealhada é um produto de excelência no panorama nacional, a par do leitão, do vinho e do pão.
Tenho pena que os responsáveis pela cultura do nosso município, com algum preconceito, encarem as Escolas de Samba associações de segunda categoria.


- Em Portugal como vês também o estado actual do samba e dos sambistas?
Tenho andado um pouco arredado do panorama nacional nos últimos dois anos.
Os festivais das Escolas foram e são muito importantes para promoverem a mobilidade regional e o conhecimento do trabalho dos outros. Esse afastamento do “pólo” do Norte (Mealhada, Estarreja e Ovar) ao do Sul (Sesimbra, etc) é algo que me preocupa. Talvez uma concertação entre as escolas relativamente ao calendário dos festivais fosse uma boa ideia. Se calhar valeria a pena, dadas as restrições financeiras que sempre temos, diminuir o número de festivais por ano, mas aumentar a dimensão e notoriedade dos eventos de forma geograficamente rotativa.
Tenho também notado, com algum contentamento, a vinda de boas bandas e grupos de samba a Portugal o que ajuda sempre a promover este género musical.

- Quais as escolas que para ti mais têm evoluído ou mais te têm impressionado?
Tenho assistido a boas surpresas das Escolas da Figueira e, aqui na Mealhada, à ascensão meteórica dos Amigos da Tijuca!

- Que gostarias de ver acontecer no samba em Portugal?
Um intercâmbio sistemático e organizado com escolas do Brasil para a promoção de Workshops e formação de ritmistas e de outras funções necessárias no seio das escolas de Samba (MS e PB, Directores de desfile, carnavalescos), passando obviamente por formação em instrumentos de harmonia (cavaco, banjo, violão de 7, etc).

- Concordas com os critérios usados no Concurso Nacional de Samba de Estarreja?
Infelizmente nunca tive oportunidade de assistir a esse desfile. Nunca percebi muito bem o objectivo do evento. Pelo que conheço do regulamento (de o ter lido) só julgo verdadeiramente absurdo o quesito Madrinha da Bateria. Na minha opinião, esta passista não é mais do que um destaque da Escola de Samba (na perspectiva do público). Sabemos que, para nós, integrantes de uma Escola e ritmistas dessa bateria, essa pessoa representa muito mais do que isso. Mas nestas coisas eu gosto de me colocar na perspectiva do espectador, aquele que paga o bilhete para ver o espectáculo e que é, por natureza, o verdadeiro jurado.
Também considero que é muito difícil um jurado ser eficaz avaliando simultaneamente todos os quesitos.
Fui e sou um dos responsáveis pela promoção do concurso das Escolas de Samba do Carnaval da Mealhada que irá para a quinta edição. A experiência diz-me que uma boa avaliação advém de um número razoável de jurados, desligados o mais possível das escolas, a avaliarem o menor número de questões específicas (um quesito).
Quanto ao resto… são critérios.

- Como seria para ti um concurso mais credível?
O samba está inventado e não fomos nós que o inventámos. Os melhores (as escolas do Grupo Especial do Rio de Janeiro) têm um modelo de concurso estável e amplamente testado. Parece-me o mais adequado, com necessárias adaptações à realidade das Escolas portuguesas.
Uma avaliação é sempre um exercício subjectivo mas não é impossível. Cabe pois aos seus promotores adoptar estratégias que minimizem essa subjectividade. É assim que se tem trabalhado na Mealhada, junto com o Jornal da Mealhada (www.jornaldamealhada.com), e temos conseguido bons resultados!
Para além disso os resultados de tal exercício devem ser lidos como oportunidades de evolução e aperfeiçoamento.

- Qual a tua opinião sobre o concurso de Baterias que se irá realizar em Fevereiro na Mealhada e o porquê da bateria do Batuque não participar?
Trata-se de uma iniciativa de uma empresa privada (um bar) visando obter dinâmica comercial, (o que é natural). A bateria do Batuque não vai participar porque a Direcção da Escola assim o decidiu. Não cometo nenhuma inconfidência se disser que foi por não perceberem os objectivos de tal evento e de que modo favorece o Carnaval da Mealhada.
Para além disso já temos um concurso de Escolas de Samba, com objectivos bem definidos e pelo qual o Batuque tem lutado. Apesar de estar em fase de afirmação, no ano passado o concurso teve o apoio oficial de todos os intervenientes, Escolas e ACB. Se ainda estamos a implementar um concurso mais abrangente, mais próximo do ideal, julgo não fazer sentido dividir esforços e desviar atenções desta missão.

- Quantos elementos compõem actualmente a bateria do Batuque?
É uma pergunta a que eu nunca sei responder. Desde que aceitei a responsabilidade de orientar a bateria (e já lá vão alguns anos!) defini como lema que “só trabalho com os que cá estão”.
Julgo que em todas as escolas será semelhante: temos um grupo base de cerca de 20 elementos a que se juntam, nos ensaios específicos para o carnaval, aproximadamente mais 20 a 25.

- Algumas novidades para o proximo Carnaval?
Relativamente à bateria não prevemos nada de especial. Como já perceberam não sou apologista de grandes aventuras na avenida! Bater certinho para a Escola e transmitir toda a nossa energia, garra e alegria são os nossos principais objectivos!
Mas temos um grupo de ritmistas bom! Sentir-me-ei confortável se me apetecer preparar algo para surpreender o povo batuqueiro e o público do Carnaval da Mealhada.
Venham ver o Carnaval da Mealhada para desfrutarem das surpresas na primeira pessoa!

- Qual foi o teu momento mais marcante (mais feliz) no samba?
Foram muitos!

Posso claramente apontar o desfile de 2009, não só por termos sido campeões, mas por termos feito um desfile irrepreensível, e especialmente por o meu filho, com 2 anos, ter desfilado comigo a pé, fantasiado com um apito e a espaços um tamborim, desde o início até ao fim! É um sentimento muito pessoal e muito especial!
Também guardo com carinho e emoção o privilégio de ter subido a palco e tocado com a madrinha Beth Carvalho (enquanto integrante do Sambalele). Foi também um momento especial o apadrinhamento do Grupo Sambalele pelo Grupo Fundo de Quintal, numa altura em que eu era integrante!
Mas os momentos felizes no samba são os mais pequenos, aquelas rodas de samba perfeitas, os momentos de comunhão desta paixão com outros companheiros.

- Queres deixar algum recado aos sambistas e em particular aos portugueses ?
Dedicação e alegria. Afinal o samba é para nos fazer sentir bem!

Obrigado pela tua disponibilidade para esta pequena conversa de samba.
Aquele abraço e saudações sambistas