Entrevista com... Mestre RICARDINHO


ENTREVISTA COM UM DOS MELHORES MESTRES DE BATERIA DA NOVA VAGA DO RIO DE JANEIRO
RICARDINHO
Aqui pode ser visto algum do seu trabalho na escola de percursão
Como e quando foi seu inicio no samba e sua trajectoria?
Sempre fui um viciado em sambas de enredo e baterias de escola de samba. Treinava em casa com meus brinquedos quando criança fingindo estar tocando um tamborim, até que ganhei um instrumento de verdade do meu padrinho no aniversário de 1994 e comecei a treinar em casa diariamente. Comecei a frequentar os ensaios da Vila em 1994 para 1995 tocando tamborim, além das escolas Lins Imperial, Em Cima da Hora, Difícil é o Nome.
No começo tocando tamborim qual foi o melhor momento que viveu?
A estréia na avenida é sempre emocionante, Vila Isabel 1995 foi um grande momento. Destacaria outros desfiles também como Viradouro 1998 e Unidos da Tijuca 1999.
Quando foi o primeiro convite para estar como MESTRE de Bateria e em que ano?
O 1º convite surgiu no ano de 2003, na Paraíso do Tuiuti.
Como encarou essa responsabilidade e como foram os primeiros ensaios?
A responsabilidade é grande, afinal comandar 200 pessoas na avenida é um momento de grande tensão. Tive a ajuda de alguns amigos nos primeiros ensaios para que fosse ganhando confiança, e aos poucos me firmando como mestre até perante os elementos da comunidade.
Como mestre de Bateria qual o seu melhor momento?
Não posso reclamar de bons momentos, o carnaval 2004 foi ótimo, 2006 marcou as minhas primeiras premiações como mestre, mas 2007 pela bateria do Arranco foi imbatível. Emoção na avenida o tempo todo.
Quais o(s) mestre(s) de Bateria que admira e lhe servem de exemplo?
Aprendi muito com o Celinho com quem trabalhei por 6 anos, mas gosto muito do Odilon. Escuto muitos sambas e sempre estou atento às inovações que aparecem para me espelhar e retirar algo de útil.
Quais as caracteristicas que admira numa bateria e qual o modelo que procura seguir?
Acho que o segredo de uma boa bateria é cadência + afinação + boa distribuição dos instrumentos. Acho que isso faz o esquema funcionar muito bem, não há muito mistério além disso.
Que esquema (que tipo) de ensaios faz logo nos primeiros ensaios do ano?
Ensaios para acomodação do samba, deixando a bateria tocar para sentir o melhor andamento, tentando achar a melhor cadência a ser seguida, e em seguida lançar as bossas no samba.
O Projecto TAMBORIM SENSAÇÃO tem sido um sucesso. Superou as expectativas? até onde pensam chegar?
Não superou pois eu tinha noção da jóia a ser lapidada que é esse trabalho. É um campo muito vasto que estamos explorando, pois as pessoas adoram bateria e não tem meios de chegar a elas, pois as escolas de samba na verdade não ensinam ninguém a sambar, compor ou tocar. Portanto a gente achou esse caminho de fazer sucesso, e estamos a 8 anos no mercado. Mas o resultado de 4 meses para cá é muito positivo, quando trouxemos para a fórmula já consagrada maiores inovações.
Que conhecimentos tem das escolas de samba em Portugal tanto a nivel de sambas como de baterias?
Confesso que conheço pouco do carnaval daí de Portugal, conheço mais pelo António Guerreiro, amigo de longa data que já fez aulas no TS e com quem já viajei para a Argentina para fazermos um workshop sobre o samba do Brasil. Foi um sucesso a nossa viagem por sinal. Espero uma oportunidade de poder conhecer os amigos aí de Portugal e poder passar algum conhecimento que obtive aqui no Rio nesses anos de caminhada.
Que novidades pensa apresentar este ano na sua bateria?
Como disse antes não acredito em fórmulas milagrosas. Cadência + afinação + boa distribuição de instrumentos sempre proporcionam bons resultados. No mais é uma coreografia simples para empolgar a arquibancada e bossas inseridas na melodia do samba que não prejudiquem a evolução do desfilante, que precisa de ritmo para dançar e sambar.
Deixe 5 conselhos para quem quer ser mestre de bateria e atingir bons niveis!
Para ser um bom mestre de bateria você necessita possuir um conhecimento técnico de todos os instrumentos da bateria, para que você possa corrigir aquele ritmista que está tocando errado ou fora do tempo do samba, e além disso ser uma pessoa bem política, ainda mais no grupo de acesso, onde o conhecimento é tudo ! As pessoas frequentam o seu ensaio por amizade a você na maioria das vezes e você precisa deles para que seu ensaio aconteça. Um bom tratamento também ajuda a manter o grupo coeso e animado. No mais seriedade no trabalho e espírito de liderança. Agradeço o espaço para divulgar um pouquinho da nossa cultura brasileira e falar um pouco do fascinante mundo do carnaval carioca.
Valeu companheiro,
Muitas felicidades.

Entrevista com... XANDO

ENTREVISTA COM UM DOS MAIORES SIMBOLOS DO SAMBA EM PORTUGAL

Como foi o início dessa já longa carreira ao serviço do samba?
Tudo isso começou na verdade em Moçambique quando era bem pequeno e tive o privilégio de tomar contacto com as batucadas e marimbas africanas, que despertaram em mim essa vocação.
Ainda no meu país de origem tive também contacto com a música de Martinho da Vila, sendo essa a minha primeira referência no samba e, que me fez desde logo sentir necessidade de promover o contacto com certos instrumentos de percussão, nomeadamente com o pandeiro e com a “cuíca”, que muitos julgam ser um instrumento nascido do samba, mas que na verdade é oriundo de África.
Depois com a vinda para Portugal em 1977, deu-se o ingresso natural no Samba LêLê, formado desde 1973, já que fui morar em Coimbra, onde tive contacto imediato com esse novo mundo musical.
A partir daí as coisas foram-se desenrolando de forma natural, tanto no seio do grupo, como no contacto com uma escola de samba que estava em formação (Sócios da Mangueira - Mealhada), onde juntamente com outros integrantes do Samba LêLê de então (1978), fui ensinar a forma de tocar percussão de samba.
Depois vieram as outras escolas.

Sendo a Charanguinha a escola do teu coração relembra-nos como foram os primeiros passos na escola já com a tua influência?
Bem, antes tenho de referir que são duas as escolas de coração e a primeira é a Beija-Flor, tendo a Charanguinha vindo ocupar a outra metade.
Mas na verdade, várias foram as escolas onde estive directamente envolvido ao nível do ensino do samba, destacando-se os Sócios da Mangueira (Mealhada), Costa de Prata (Ovar), Vai Quem Quer (Estarreja), Batuque (Mealhada) e outras mais, pois na verdade procuro manter uma relação aberta com todas elas.
Quanto à Charanguinha, as coisas desde o primeiro dia foram fluindo naturalmente, pois se já antes tinha sido o mentor da aparição do samba enredo no Carnaval de Ovar (ainda na Costa de Prata, pois naquela altura apenas se batucava na avenida), depois do primeiro desfile com a Charanguinha, acompanhado de outros dois amigos (Geraldo e Betinho Brasileiro), assumi a área da composição, harmonia e direcção de bateria, com o assentimento de toda a direcção e do Presidente João Fernando Costa, situação que ocorre até hoje após 21 anos de permanência na escola.
Devo dizer que efectivamente o João Fernando Costa, foi o principal responsável pelo meu ingresso na Charanguinha.

Momentos mais felizes até hoje?
Falando apenas em samba, posso dizer que foram bastantes, pois na verdade ao longo dos tempos, desde que entrei para o Samba LêLê e depois no universo das Escolas de Samba em Portugal eles vêm-se multiplicando.
Como pai, a alegria imensa de ver singrar nesse mundo um filho que bebeu na fonte do sangue de batuqueiro.
Ainda os momentos em que vi o meu trabalho em prol do samba ser reconhecido pela nata do Samba Carioca, depois quando fui entrevistado pela GNT num programa que focava apenas o Samba e os seus operários e, finalmente, no apadrinhamento pelo Grupo Fundo de Quintal e pela Beth Carvalho.
Mas como sambista que sou, esses momentos felizes irão com certeza continuar, enquanto puder cantar, tocar e escutar samba.

Momentos mais difíceis?
Olha, todos aqueles em que fui perdendo amigos nesse caminho. Não por falta de amizade, mas pelo desaparecimento dos mesmos.
De facto, comparado com isso, perder este ou aquele Carnaval é até uma alegria.

Como tens visto a evolução das escolas de samba em Portugal?
De forma positiva.
Existem escolas que vão demorar mais a chegar lá e outras que podem até nem chegar, mas de facto todas elas têm evoluído positivamente e algumas bem rápido até, o que é normal pois agora algumas coisas estão bem mais fáceis do que era antigamente, mas essa é também a ordem natural não é mesmo?

Como e quando surgiu a ideia do grupo SAMBA LÊLÊ?
Bem como algumas pessoas sabem, o Samba LêLê, surgiu em 1973, de uma vontade no seio de uma pequena comunidade de estudantes brasileiros da Universidade de Coimbra, que se juntaram e formaram uma banda que contava com mais de 20 integrantes em palco (assim tipo banda de Ipanema para quem conhece), onde existia toda a percussão de samba e também a parte harmónica completa (sopros, cordas, teclas).
Desde 1973, o grupo passou pelos maiores palcos do país em Finais de Ano, Carnavais e outros eventos.
Mas todo esse historial pode ser consultado através do nosso site (clicar)

Sei que tens amizades bem profundas com personagens do samba no Brasil. Eles têm sido para ti ao longo dos anos uma fonte de inspiração, ensinamentos e de modelos?
É claro que sim. Todos eles. Fundo de Quintal, Martinho, Zeca, Beth Carvalho, Wanderson Martins, Arlindo Cruz, Sombrinha, Darcy da Mangueira, Alcione, Neguinho da Beija-Flor, Luís Carlos da Vila (recentemente desaparecido) e muitos outros. Cada um à sua maneira me inspirou e ajudou a modelar.

Como tens conseguido conciliar toda essa actividade de compor samba, ser intérprete, dirigir a bateria da Charanguinha e ainda mais o Samba LêLê?
Na verdade até que não tem sido difícil, pois quando se gosta daquilo que se faz as coisas acontecem naturalmente e sempre se dá um jeito. É claro que a parte familiar é sempre afectada, mas aí sempre tive a ajuda e compreensão de uma mulher maravilhosa, mãe dos meus filhos e companheira de todo este tempo. Aqui também quero deixar-lhe a minha homenagem e reconhecimento.
A parte de composição por exemplo é até mais fácil, pois isso vem de dentro e não tem hora nem lugar para acontecer. Ainda no sábado passado fui até ao computador e o samba de enredo da Charanguinha para 2010 veio no espaço de uma hora, depois de 2 semanas sem surgir nada. São coisas que no geral não se controlam. Quando a inspiração vem de dentro é só abrir a porta na hora certa. Não adianta forçar.

Que gostarias de ver acontecer com o samba em Portugal e em particular com as escolas de samba?
Bom, antes de mais que as escolas evoluam cada vez mais e que aquelas que são agora mais evoluídas não escarneçam das que estão em patamar inferior, pois na verdade a perfeição não existe e nada é eterno. De repente o tombo vem para qualquer uma.
Penso que aquela ideia da Liga das Escolas de Samba em Portugal deveria vingar pois isso é sempre bom e pode fazer mais pelas escolas aqui, que sempre vão lutando com bastantes dificuldades no seu dia-a-dia.


Concordas com o ENCONTRO NACIONAL de SAMBA (Estarreja) a realizar-se nos moldes em que se realiza e com os critérios de avaliação em que se baseia?

No que toca à avaliação até nem coloco problemas, sabendo-se que isso é sempre discutível e muitas vezes o consenso é difícil. Agora é claro que, colocando-se elementos das próprias escolas a votar, vai sair “marmelada” aqui ou ali em algum critério. Penso que deveria escolher-se um júri alheio às escolas, mas bem conhecedor dos critérios em julgamento. Quanto ao próprio conceito do evento, estou completamente contra e explico:

Não se pode chamar um evento de “Encontro Nacional de Samba”, quando a coisa não é Nacional, pois não basta convidar escolas de samba vencedoras dos Carnavais das respectivas localidades, uma vez que há Carnavais onde não existe concurso de avaliação.
Aí já fica difícil explicar porque se convidou uma escola e não outra. Para isso muitas mais teriam de ser convidadas, ou mesmo todas.
No entanto, compreendo que devido a questões de logística e custos a coisa ficaria incomportável. Então acho que o conceito deste evento deveria ser reformulado.

Olhando para trás e recordando todo o teu trabalho o que te deixa mais orgulhoso?
Para não repetir algumas que já mencionei, posso dizer que uma das coisas de que mais me orgulho é de ver despontar cada vez mais nessa rapaziada mais nova, o gosto não só pela escola de samba, mas também pelos pagodes (não como estilo musical, mas como encontros onde se canta e toca samba), pois na verdade através do trabalho desenvolvido com o Samba LêLê e não só, posso dizer que ajudei a criar esse movimento que hoje está aí por todo o lado.

Que recados gostarias de deixar para quem faz parte da comunidade de sambistas e "sambeiros"do nosso país?
Bem, antes de mais vamos separar sambista de “sambeiro”. Na concepção dos antigos no Rio e falando de escolas de Samba, sambista é que aquele ou aquela que vem no chão seja no pé, seja na mão. “Sambeiros” por sua vez são alguns daqueles que vêm em cima dos carros e muitas vezes nem sequer sabem o samba da escola. Mas com certeza poderão existir outras concepções. No entanto só posso deixar um único recado a todos:

“NÃO DEIXEM O SAMBA MORRER”.

Aquele abraço a toda a comunidade do samba em Portugal.

Xando
Setembro/2009

Entrevista com... ALOISIO VILLAR



ENTREVISTA COM O COMPOSITOR DE SAMBA de ENREDO CARIOCA - ALOISIO VILLAR QUE GENTILMENTE SE PRONTIFICOU A FAZER UM SAMBA PARA CONCORRER NO GRES BOTA no REGO AO SAMBA PARA 2010

Como começou sua paixão pelo samba ?

Desde pequeno sempre me interessei por samba, colecionava os LPs, via os desfiles, sempre torcendo pela União da Ilha, primeiro desfile que vi foi com 8 anos, o de 1985 quando a Mocidade Independente de Padre Miguel foi campeã


Como foi o seu trajecto no samba até ao momento actual?

Comecei aos 20 anos em 1997 quando vi numa coluna de samba de um jornala notícia que a União da Ilha estava entregando a sinopse do enredo"Fatumbi, a Ilha de Todos os Santos", no mesmo ano comecei no Boi da Ilha e cheguei a final, ganhei meu primeiro samba em 2001 pelo Boi, o samba venceu o prêmio Estandarte de Ouro como melhor samba do grupo de acesso, na escola ganhei mais 4 sambas, o último em 2009 ganhou os prêmio S@mba-Net e Jorge Lafond como melhor do grupo Rio de Janeiro 1.


Lembro-me que foi a paixão pela UNIÃO da ILHA que nos levou a encontrarmo-nos e nos conhecermos. Na altura (2001) fazia parte dos compositores da Ilha e concorria nas eliminatórias. Actualmente já não faz parte da escola ?

Eu faço parte da ala de compositores da escola e estou licenciado, concorri ano passado e cheguei na final, continuo frequentando a escola todos os finais de semana.


Para que escolas tem concorrido com sambas de sua autoria?

Esse ano concorri na Mangueira, ainda estou com sambas em disputa no Boi da Ilha, Acadêmicos do Dendê, Mocidade Unida do Morro de Santos, cidade litoral de São Paulo, nas escolas Unidos do Aquárius e Antiga Abissína de Cabo Frio, litoral do Rio de Janeiro e na Bota no Rego de Portugal, o que muito me honra.


Este ano onde podemos ouvir seus sambas a concurso?

No site Galeria do Samba tem as gravaçõesde nossos concorrentes para o Boi da Ilha e Acadêmicos do Dendê.

Quantas vitorias em concurso de samba já obteve e em que escolas?

Ganhei 21 vezes, 5 pelo Boi da Ilha, 4 Acadêmicos do Dendê,3 Unidos do Aquárius, 1 Império da Tijuca, 1 Unidos de Itaipuaçu, escola da cidade de Maricá no Rio de Janeiro, 1 Mocidade de Aparecidado Amazonas, 1 Acadêmicos do Sossego, 1 Aprendizes do Salgueiro, 1 Unidos da Ponte, 1 Garotos Unidos da Zona Sul, do carnaval de Londrinano Paraná, 1 Paz e Harmonia, escola de Cabo Frio e 1 Unidos do Cabral Também ganhei 6 vezes em blocos, 3 no Unidos de Tubiacanga, 2 no 100%Vagabundo e 1 no Azul e Branco, todos da Ilha do Governador e 3 concursosde samba de quadra do Boi da Ilha.

Quais as caracteristicas de samba que mais admira?

Gosto de sambas que tenham riqueza na melodia e na letra, com refrões fortes.


Como se precessa a feitura dos sambas com os seus parceiros?

O samba surge logo no primeiro encontro ou ambos vão fabricando a sua parte e depois juntam ? Nos dividimos entre os que fazem letra e melodia, normalmente nossos sambas começam pelas letras, depois nos juntamos e aí os parceiros de melodia trabalham e nós vamos adequando a letra para a melodia.


Qual a parte que mais tem a sua intervenção, a letra ou a melodia?

Eu faço letra.


Qual o momento mais feliz como compositor?

A vitória no concurso de samba-enredo pelo Boi da Ilha em 2001 e os prêmios ganhos pela escola em 2001 e 2009.


Já comentou os sambas portugueses (materia a sair em breve no meu blog). Desde quando teve contacto com o samba em Portugal e que opinião geral tem da evolução dos sambas de enredo até ao que lhe foi dado ouvir este ano?

A primeira vez que ouvi foi em 2004 um samba que exaltava a Eurocopa,( Gres Abrigada ) me surpreendi positivamente, sambas muito bem feitos em letra e melodia e vi com o passar dos anos evolução no modo de gravação.

Que recado gostaria de deixar para quem pretender compor samba de enredo? Recado que recebi no dia que fui inscrever meu primeiro samba na União da Ilha em 1997, no samba nós perdemos mais do que vencemos, mesmo os melhores compositores perdem, por isso não devemos nos deixar abater nas derrotas nem nos acharmos os melhores na vitória e lembrem-se sempre, por mais que os concursos de samba de hoje sejam empresariais samba é um trabalho de arte, não deixe esse lado artístico morrer.

Obrigado companheiro e muita felicidade.

Muito obrigado amigo, desejo o mesmo a você e muito sucesso ao samba português